Sábado Santo e Vigília Pascal

SÁBADO SANTO

O Sábado Santo para a primitiva Igreja era um dia de silêncio e recolhimento. Tal como na Sexta-feira Santa, não se celebrava o santo Sacrifício da Missa. Só ao escurecer começava-se a celebrar a Vigília da Páscoa, que muitas vezes, se prolongava até a madrugada do domingo, terminando com a Missa da Ressurreição.
Essas palavras tem aparecido em todas as edições de nossos Missais nestes últimos anos. Por isso todos compreenderão a consolação, que recebemos, ao vê-las confirmadas pela mais alta autoridade da Igreja no prefácio do mais recente livro litúrgico editado pelo Vaticano: Ordo Hebdomadae Sanctae Instauratus, saído em janeiro de 1956.
O Santa Padre Papa Pio XII consentiu que as cerimônias do Sábado Santo fossem restituídas à sua hora primitiva, na noite que medeia entre sábado e domingo. O êxito, que essa licença alcançou entre o Clero e os fiéis, excedeu a todas as expectativas.
Animado por esse resultado confortador, o Santo Padre resolveu ceder aos pedidos, que lhe chegavam de todas as partes, para que os demais dias da Semana Santa tivessem, também suas cerimônias restauradas quanto às horas e ao sentido de outrora. Em obediência a suas instruções, a Sagrada Congregação dos Ritos baixou o decreto tão notável “Maxima redemptionis nostrae mysteria” e editou o livro acima citado.

 

VIGÍLIA PASCAL

A solene Vigília Pascal deve começar por volta de 22 horas, de sorte que a Missa possa ter início à meia-noite. Compreende ela as seguintes partes: Benção do fogo novo – Benção do Círio Pascal – Preconio Pascal – As Leituras – Primeira parte das Ladainhas – Benção da água batismal – Renovação das promessas do Batismo – Segunda parte das Ladainhas. E logo depois: a solene Missa da Vigília Pascal.